Scott Adams tem todo o meu respeito. Largou do cárcere empresarial pra ganhar dinheiro falando mal das empresas. E o pior que não é fofoca, é uma fotografia preto-e-branco que ele pinta com giz de cera nos quadrinhos do famoso Dilbert. Talvez nem tão famoso assim. Mas quem trabalha como empregado em uma empresa com mais de 50 empregados e lê uma das tirinhas do Dilbert não pode achar que qualquer semelhança é mera coincidência. Achei que algumas das peculiariedades eram restritas ao povo brasileiro, mas cheguei a conclusão de que o mundo é mesmo um ovo (se bobear, de codorna!).
Insuportável! Reuniões intermináveis, de onde a pauta (quando existe uma) tem só dois items (que tal resolver em 15 minutos?) mas se discutem 334 problemas, inclusive o de quem escalar pro próximo jogo. Minha gastrite (calma, não tenho gastrite de verdade, é só força de expressão!) dá choques a cada vez que um novo e "empolgante" assunto entra na "pauta". Ugh! Resultado: a reunião dura quase meio turno e o que se descobriu é que o escalado pro próximo jogo foi comprado por outro time no exterior e que os dois únicos assuntos previstos vão ter que ficar para a próxima reunião, já que nesta não deu tempo de resolver. Perfeito.
Bom, é melhor nem falar de alguns superiores extremamente competentes (pra quem não percebeu o tom irônico, por favor, pare de ler agora!), dos estressados (eu me incluo neste grupo), dos totalmente e invejosamente despreocupados com tudo e com todos (acabam deixando pros estressados resolver), dos que estão sempre com a caneca de café na mão (isto muitas vezes engloba quase todos), do submundo sinistro do RH e outros mais, retratados pelo artista Scott Adams.
É difícil suportar algumas destas figuras. Mas confesso que chega a ser engraçado rir da própria desgraça. Mas depois não me venham falar de eficiência...