Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
Tragédias
Sexta-feira, Abril 18, 2008
No programa de hoje
Que falta de originalidade, não é? Você que riu (nem que seja só por dentro) quando leu esta introdução deve saber de onde vem isto, certo?
Não tenho dúvidas que a TV transformou o mundo. Transformou os meios de comunicação... em meios de intromissão. Transformou a realidade do mundo... em "super realidade" relativa à audiência que pode proporcionar. Transformou as pessoas... em imbecis.
Mas culpando a TV parece que estamos tirando nossa culpa, a dos seres humanos. Falando assim, como muitos já falaram (coisas do tipo: "Fora RBS!" ou "Globo mente!") parece que somos meras vítimas de um criminoso impessoal. O mesmo se aplica ao governo, à empresa onde trabalhamos...
Não somos vítimas, somos réus. Somos culpados de termos uma curiosidade mórbida para ver em quantos pedaços os Mamonas Assassinas ficaram após o acidente. Temos que saber exatamente tudo o que aconteceu com o caso Isabella (http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL386739-5605,00.html).
Temos que saber de tudo isto, mesmo que digamos depois: "que horror, quem poderia fazer uma coisa dessas?". Mas: "Meu amor, tira da novela um pouquinho, deixa eu ver as imagens do acidente no jornal!".
Isto é só uma parte de tudo. O que falar dos programas que sempre começam com a chamada do início deste 'post'? Quem vê de fora (existe alguém hoje que seja "de fora"? Talvez ETs, se o sinal não chegar no planeta deles!) até parece que o "programa de hoje" vai mudar a sua vida. Talvez mude, talvez fique mais idiota que ontem.
Não me entendam mal. Eu sou um adicto da TV também. Adoro desenhos animados (de preferência os mais antigos ou os da Pixar), filmes, alguns seriados e noticiários... Mas a enxurrada de informações vêm da TV e não do nosso cérebro. Ficamos passivos, parados, algumas vezes até com a boca aberta e alguns até babam... Típicos efeitos de dopados. Nossa criatividade vai dormir, e mesmo depois de pararmos de olhar TV, demora a acordar. Nossa imaginação se resume a tentar imitar na vida alguma coisa que viu na novela ou no filme.
Somos culpados. Somos culpados por não conseguir dizer não. Por não recusarmos a primeira dose (depois da primeira, é muito mais fácil aceitar a segunda!). Por não desligar a TV na hora de conversar com o parceiro. Por realmente ter a esperança que no "programa de hoje" alguma coisa vai nos fazer sentir mais felizes.
Dizer mais o quê? Ah, já sei: Tchau pessoal, até o próximo programa que vai ser fantástico!
Sexta-feira, Dezembro 15, 2006
Parlamentares - Aumento de Salário (lista)
Aldo Rebelo (PC do B-SP):
dep.aldorebelo@camara.gov.br
Renan Calheiros (PMDB-AL):
renan.calheiros@senador.gov.br
Ciro Nogueira (PP-PI):
dep.cironogueira@camara.gov.br
Jorge Alberto (PMDB-SE):
dep.jorgealberto@camara.gov.br
Luciano Castro (PL-RR):
dep.lucianocastro@camara.gov. br
José Múcio (PTB-PE):
dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br
Wilson Santiago (PMDB-PB):
dep.wilsonsantiago@camara.gov.br
Miro Teixeira (PDT-RJ):
dep.miroteixeira@camara.gov.br
Sandra Rosado (PSB-RN):
dep.sandrarosado@camara.gov.br
Colbert Martins (PPS-BA):
colbertmartins@camara.gov.br
Bismarck Maia (PSDB-CE):
dep.bismarckmaia@camara.gov.br
Rodrigo Maia (PFL-RJ):
dep.rodrigomaia@camara.gov.br
José Carlos Aleluia (PFL-BA):
dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
Sandro Mabel (PL-GO):
dep.sandromabel@camara.gov.br
Givaldo Carimbão (PSB-AL):
dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
Arlindo Chinaglia (PT-SP):
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br
Inácio Arruda (PC do B-CE):
dep.inacioarruda@camara.gov.br
Carlos Willian (PTC-MG):
dep.carloswillian@camara.gov.br
Mário Heringer (PDT-MG):
dep.marioheringer@camara.gov.br
Inocêncio Oliveira (PL-PE):
dep.inocenciooliveira@camara.gov.br
Demóstenes Torres (PFL-GO):
demostenes.torres@senador.gov.br
Efraim Moraes (PFL-PB):
efraim.morais@senador.gov.br
Tião Viana (PT-AC):
tiao.viana@senador.gov.br
Ney Suassuna (PMDB-PB):
neysuassun@senador.gov.br
Benedito de Lira (PL-AL):
dep.beneditodelira@camara.gov.br
Ideli Salvatti (PT-SC):
ideli.salvatti@senadora.gov.br
Parlamentares - Aumento de Salário
Minhas sinceras congratulações. A sua vitória na luta pelo aumento de salários serve de incentivo para o resto do mundo. É um exemplo o exercício de tamanho esforço e dedicação para conseguir que as pessoas tenham melhores condições de vida. Tenho a plena certeza que a sua alma regozija-se com tamanha boa ação.
No entanto, me sinto na obrigação de informar alguns pontos que podem ter passado desapercebidos pelos olhos de tão bondosas almas. Um dos pontos é o de que Vossa Excelência provavelmente não tinha nenhuma necessidade salarial que ocasionasse a fome. Ressalto que não me refiro à fome de caviar e outros lanchinhos requintados no meio da manhã. Me refiro à fome por não ter condições de comprar absolutamente nada que alimentasse as suas necessidades básicas. Acredito que não esteja passando por nenhum problema de saúde por desleixo do governo. Até mesmo porque Vossa Excelência É o governo. Por problemas de saúde me refiro a doenças que são ocasionadas por péssimas, ridículas condições sanitárias e de apoio à saúde.
Veja bem, o seu novo salário é o sonho de no mínimo a grande maioria das pessoas deste mundo. Inclusive eu, apesar de nunca ter passado necessidade. Mas tenho que admitir que minha coragem é bastante limitada. Gostaria muito de conseguir chegar a altura de coragem de Vossa Senhoria. Com certeza, no estado de coragem em que me encontro, não teria condições de me sentir um ser humano digno de estar vivo alcançando esta vitória sabendo que outras vitórias deveriam chegar antes.
Por favor, não me julgue mal. Acredito na boa intenção de seu ato. Só pretendo relembrar alguns pontos que estranhamente não parecem ter entrado em nenhuma lista de prioridades. Prioridades que, no meu entender, deveriam ser classificadas de acordo com o resultado para O BEM DA HUMANIDADE, e não para o bem pessoal somente.
Para finalizar, gostaria de novamente parabenizá-lo pelo excelente resultado. Sei que ainda existe um longo trabalho por um salário realmente justo para Vossa Excelência. E gostaria de pedir, humildemente, que se, por algum acaso, por algum momento, lembrar das pessoas por quem Vossa Excelência deveria realmente trabalhar, que aplicasse a mesma justiça de direito de boas condições de vida a estas pessoas.
Muito grato pela atenção.
Cordialmente, sarcasticamente e indignadamente,
Guilherme Drehmer
Sexta-feira, Outubro 20, 2006
Migalha de vida
Acredito nisto. Não posso dizer que eu pratique esta idéia, mas sempre acordo com isto na cabeça e não consigo dormir sem deixar este pensamento de lado.
A vida é só um momento dividido em pequeníssimas partes. Partes de anos, meses, dias, horas, minutos, segundos... Não interessa. A vida toda pode ser vivida em apenas uma destas partes. Ou pode nunca ser vivida, nem na soma das partes.
A vida de um bebê que morre logo após o parto é só um momento. Um momento de poucos segundos ou minutos. Pena ele não ter a consciência disto, mas com certeza ele viveu momentos extremamente emocionantes durante toda a sua vida. Sair do útero e encontrar um mundo novo, cheiros novos, cores novas, seres novos... É uma pena não ter tido mais tempo, mas ele viveu intensamente.
A nossa vida é um momento, a qual já inicia em contagem regressiva. Vivemos estes pedaços de vida como se fossem somente migalhas do todo. Infelizmente não sabemos em que número o contador está. A migalha pode ser todo o momento que temos.
Renascer a cada migalha e lembrar pra sempre disto. Acredito nisto. Não posso dizer que pratique.
Um momento é a nossa vida.
Terça-feira, Outubro 03, 2006
Politicamos...
Ainda bem que isto aconteceu. Salvou o meu ano que poderia ter acabado como um desastre. Pelo menos um desastre em relação à esperança. Explico.
Estamos neste momento entre o primeiro e segundo turnos das eleições para presidente e governador. Os senadores, deputados e alguns governadores já foram eleitos. Passei os últimos meses me preparando pra conseguir fazer uma escolha justa, precisa e com efeito pro futuro de nós, "pobres e indefesos" brasileiros que nada podem fazer em relação ao país. Jurei pra minha teimosa consciência de que iria escolher cada um dos candidatos baseado em um dossiê completo da vida de cada um deles. Ganha uma sardinha quem adivinhar se eu fiz isto! Tudo bem, eu estou com vergonha, não fiz minha melhor escolha, mas pelo menos eu acho que fiz a menos pior dentro do meu conhecimento. Agora, meus amigos, tenho o desprazer de informar que Fernando Collor está de volta à ativa como senador. Ele e outros tantos que já foram acusados, reacusados, comprovadamente culpados e não foram presos estão voltando ao poder. E não é só isto. Clodovil, que já afirmou sem papas na língua que não tem nenhum projeto a apresentar foi o mais votado em São Paulo. Como diria Arnaldo Jabor, a verdade está na cara, mas não se impõe. Desculpe dizer isto, mas êta povinho complicado este do Brasil. Aceito a democracia e os problemas de (des)informação. Até mesmo eu posso ter caído nesta armadilha por não ter pesquisado o suficiente. Mas quando a informação cai no colo, quando ela vem de todos os lados e mesmo assim milhares de pessoas ainda abrem a porta pro ladrão entrar e ficar cuidando da casa, não acho que haja desculpas. Talvez o problema seja justamente o excesso... vai saber!
Eu fui educado pelas leis e tradições cristãs, onde se prega o perdão. Entre o perdão e a estupidez existe uma linha muito tênue, e talvez muitas pessoas precisem de óculos mais fortes pra enxergar melhor.
Bom, não estou falando nada diferente do que centenas de pessoas por aí, mas não pude deixar de expor minha opinião. Com certeza, assim como um voto em milhões pode fazer a diferença, um texto em milhares pode ajudar.
Minha esperença está por um fio.
Segunda-feira, Março 13, 2006
Dia rançoso...
É uma provação sem tamanho. Me desculpem os aficcionados pelo horário de verão, mas as segundas-feira são com certeza os dias mais longos do ano. O estranho é que a segunda já começa a pegar embalo no domingo de tarde.
Este castigo chega a ser tão grande que a gente já fica cansado pro resto da semana. A quarta-feira fica bem no meio. É o dia em que parece que a gente vai acabar aceitando o destino cruel que nos foi imposto há 2 dias. Mas daí vem a quinta-feira que já está predizendo a sexta-feira. Sexta é o dia da glória. É o dia do sofrimento aceito por boa vontade, por saber que já está acabando. A não ser quando vem o senhor do engenho, dá umas chicotadas e bota no tronco no sábado de manhã ou o dia inteiro, dependendo a (má) vontade do sinhozinho!
Bom, pra não parecer que eu sou um pessimista por natureza (mas um realista nato), temos um lado positivo, se é que pode-se dizer assim: o que seria do alívio de tirar os sapatos se não fosse o sapato? Eu mato quem inventou o sapato e a segunda.
Pra finalizar, eu recito São Garfield: "eu odeio segunda-feira!". E amém!
Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006
Dilbert e a vida...
Scott Adams tem todo o meu respeito. Largou do cárcere empresarial pra ganhar dinheiro falando mal das empresas. E o pior que não é fofoca, é uma fotografia preto-e-branco que ele pinta com giz de cera nos quadrinhos do famoso Dilbert. Talvez nem tão famoso assim. Mas quem trabalha como empregado em uma empresa com mais de 50 empregados e lê uma das tirinhas do Dilbert não pode achar que qualquer semelhança é mera coincidência. Achei que algumas das peculiariedades eram restritas ao povo brasileiro, mas cheguei a conclusão de que o mundo é mesmo um ovo (se bobear, de codorna!).
Insuportável! Reuniões intermináveis, de onde a pauta (quando existe uma) tem só dois items (que tal resolver em 15 minutos?) mas se discutem 334 problemas, inclusive o de quem escalar pro próximo jogo. Minha gastrite (calma, não tenho gastrite de verdade, é só força de expressão!) dá choques a cada vez que um novo e "empolgante" assunto entra na "pauta". Ugh! Resultado: a reunião dura quase meio turno e o que se descobriu é que o escalado pro próximo jogo foi comprado por outro time no exterior e que os dois únicos assuntos previstos vão ter que ficar para a próxima reunião, já que nesta não deu tempo de resolver. Perfeito.
Bom, é melhor nem falar de alguns superiores extremamente competentes (pra quem não percebeu o tom irônico, por favor, pare de ler agora!), dos estressados (eu me incluo neste grupo), dos totalmente e invejosamente despreocupados com tudo e com todos (acabam deixando pros estressados resolver), dos que estão sempre com a caneca de café na mão (isto muitas vezes engloba quase todos), do submundo sinistro do RH e outros mais, retratados pelo artista Scott Adams.
É difícil suportar algumas destas figuras. Mas confesso que chega a ser engraçado rir da própria desgraça. Mas depois não me venham falar de eficiência...